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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sobre cavalos castrados e garotas sem limites

Há uma frase repetida pelo Luiz que acabou virando uma espécie de bordão na república: "Focus on the Mission". Significa, obviamente, "foco na missão", ou, "não se distraia pelas coisas no caminho, mantenha os olhos no seu objetivo e vá em frente". É uma bela filosofia de vida quase sempre aplicada pelo nosso amigo pragmático, e serve pra quase tudo: desde relacionamentos, trabalho, ou até mesmo cantar uma menina na balada. Mas uma visita ao Hipódromo Paulistano no dia 16/05 iria provar definitivamente a fundamentação da filosofia.

Era o sábado, e os rapazes resolveram almoçar em um local diferente. O jockey acabou sendo a opção do dia. Ninguém ali nunca tinha sequer colocado os pés num jockey. Valia a pena ao menos matar a curiosidade.

Ao chegarmos no local, já fomos nos dando conta de que o lugar não era pra qualquer um. Após estacionar uma Mercedez, notamos a cara do vallet no momento em que parei meu Uno de pobre. "Como faço pra chegar no restaurante do Jockey?", perguntei. Aliviado por não ter que dirigir o meu carro, o rapaz deu as instruções e para lá nos dirigimos, passando pela Lineu de Paula Machado, lotada de travecos à uma da tarde.

Estacionei o carro, e fomos até o restaurante, reparando nos cavalos correndo pela pista bem ao nosso lado. Eu nunca tinha visto uma corrida de cavalos. "Achei que eles iam mais rápido!", refletiu o S. "E eu achei que eles corriam só numa direção!", respondi, espantado quando um dos cavalos parou e começou a marchar na contra-mão, segundos antes dos gênios perceberem que ali já era o final de uma corrida.

Ao chegarmos no lugar, fomos recebidos por uma hostess extremamente simpática (e extremamente linda... por alguns segundos esqueci que estava lá pra almoçar...) que nos explicou que haveria uma espera de uma hora por uma mesa. No dia seguinte seria o Grande Prêmio São Paulo, e o recinto estava lotado de donos de haras fazendo negócios. Só gente humilde. Eu tinha que trabalhar ainda. Não, não era hoje que iríamos almoçar lá...

Já que estávamos no inferno... fomos dar uma olhada no saguão de apostas. Eu não fazia idéia de como se apostava em cavalos. E após passarmos por uma reunião animadíssima de aposentados vestidos como se o século XX tivesse acabado de começar, agitando o panfleto dos programas das corridas, e gritando contra o aparelho de TV como se estivessem fazendo o último sexo das suas vidas, ("Vai menina, vai! Mais rápido, mais rápido!") chegamos ao balcão de informações, onde fomos instruídos sobre as modalidades de apostas, e sobre como ler um programa de corridas. Fiquei surpreso ao saber que a aposta mínima era apenas dois reais. Tinha dez reais no bolso, seria o suficiente para alguma diversão.

Chegou então o momento de escolher o cavalo. E como é que gente completamente ignorante em corridas escolhe o vencedor? Pelo nome, oras! É a maneira mais simples, mais prática, e mais burra. Mas estávamos lá para nos divertir e dar umas risadas. Dois reais era um preço justo pra isso.

Haviam 9 cavalos no segundo páreo, que começava em alguns minutos. O primeiro que chamou nossa atenção foi um chamado "No Limits Girl". Ah, olha o nome dessa danada, pensamos. Tudo o que precisávamos era uma garota sem limites naquele momento. Deve correr como o inferno.

Apesar de confiarmos no taco da garota ilimitada, resolvemos dobrar nossas chances. O S escolheu um cavalo chamado "Nobre Dodge". O Luiz bateu o olho num cavalo com um asterisco ao lado do nome. Ele se chamava "Beauty More", e apesar do nome não dizer muita coisa, o asterisco, dizia o rodapé, indicava que o cavalo era castrado.

Cavalos castrados correm mais? Não faço idéia. Mas na teoria do Luiz, o rapaz deve ter o "Focus on the Mission" bastante apurado. Imagine, você é um animal que possui dois objetivos na vida: correr e transar. Se te tiram um deles, o que sobra? Ou você (o cavalo, no caso) vira um belo reprodutor e passa a vida se divertindo com vaginas falsas de éguas, ou você corre. E corre como se não restasse outra coisa pra se fazer na vida. Corre como se soubesse que, quando sua carreira acabar, seu único destino é a fábrica de mortadela. Existe cavalo melhor para se confiar o destino de uma corrida?

E lá fomos nós, depositar o destino da corrida, e dos nossos trocados, numa garota sem limites e num cavalo castrado. Não podia sair coisa boa dali. Mas quem se importava?


Fomos para a pista. Apesar da fome já batendo, a visão era estonteante. Por um momento o S teve um insight sobre como ele poderia passar a sua aposentadoria... Não era uma má idéia. Passar as tardes gastando dinheiro nos cavalos, sossegadamente bebericando um Black Label servido por garçons na arquibancada (quinze reais a dose - mais barato que nas baladas! rs) e vendo a vida passar. Contanto que ele não se vista, a essa altura da vida, como se o século XXI tivesse acabado de começar, dou todo o apoio...

Começa a corrida. É impossível entender uma palavra do que o narrador grita no microfone. É quase como um radialista transmitindo jogo de futebol na rádio AM, com a diferença de que você não faz idéia do que os termos ou jargões que ele utiliza significam. Só um nome saltou aos nossos ouvidos logo no início... "No Limits Girl", dito após a sequencia de TODOS os outros nomes... Nossa garota ilimitada parecia manca das pernas, na última posição.

Depois de algum tempo, conseguimos distinguir alguma coisa da narração, e nos tocamos que, sim, o nosso cavalo castrado, "Beauty More", estava lá, em primeiro! Inacreditável! E após alguns segundos, o rapaz cruzou a linha de chegada, seguindo pelo "Nobre Dodge", o cavalo escolhido pelo S.

Fomos todos felizes aos guichês recolhermos o nosso prêmio. De acordo com a modalidade de aposta que escolhemos, eu e o Luiz recebemos 1.9 vez o valor apostado, e o S, 1.6 vez. Incrível! Primeira vez no jockey, primeira vez apostando, e o nosso cavalo chega em primeiro! Mais sorte que isso, impossível.


E ao partimos para o centro em busca de um restaurante, percebemos o quanto a filosofia do Focus on the Mission pareceu acertada. Quando você parte em busca de um objetivo, tome cuidado com as distrações no meio do caminho, sejam elas arreios ou éguas. Mas não se preocupe, não é necessário cortar suas bolas para isso...

Se quiser conferir as fotos do "evento", siga este link.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tirando a carta de motorista “E”

Antes de dar todos os detalhes da carta “E”, preciso fazer uma pequena introdução sobre o mundo das baladas e logo vocês vão entender o significado.

Pois bem, quando as pessoas (hoje tanto homens quanto mulheres) saem para uma balada, elas se divertem, dançam, enfrentam filas para entrar, pagam altas quantias para estacionar o carro em lugares de segurança duvidosa. Tudo isso regado a muita bebida e boas risadas.

Até esse ponto, nada demais, e o algumas doses etílicas fazem as pessoas se soltarem e ficarem mais cara de pau confiantes para tentar um relacionamento com uma desconhecida. Mas basta beber um pouquinho mais que aquele “limite” e o mundo se transforma em algo mágico e tudo fica “lindo”, mas não se engane, pode ser “lindo” para você que está viajando, mas para seus amigos que estão mais sóbrios e ainda enxergam a realidade, o mundo é outro. Portanto cuidado.

Quem nunca saiu com uma menina feia fraca de aparência, quando bebeu demais, que atire a primeira pedra (mas não em mim), por isso, os amigos nessa hora são tão importantes, eles podem te livrar de uma fria, a qual você se arrependeria profundamente. Mas.... mas mesmo com os amigos tentando ajudar, existem aqueles que não tem jeito, são casos perdidos quando bebem. Exemplo, um amigo nosso que recentemente entrou para o seleto clube dos que possuem carta de motorista “E”.

A carta de motorista “E”, designa aquele habilitado a dirigir caminhões, ônibus e ainda segundo a Wikipédia (reboque, semi-reboque ou articulada, tenha seis mil quilogramas ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a oito lugares, ou, ainda, seja enquadrado na categoria trailer). E a foto abaixo ilustra o cara, em um momento de motorista. Se você ainda está viajando na relação com a carta, imagina um motorista de ônibus, com aquele volante imenso, fazendo uma curva com o busão, sacou?

A foto não está muito boa, mas dá para ter uma idéia...


Ilustração para um comparativo (*)

Brincadeiras a parte, tem gente que gosta, mas não é o caso dele, então nós tentamos ajudá-lo, mas o cara estava muito “fragilizado” (palavras dele mesmo) e não assimilou a ajuda para se livrar dessa. O pior é que ele até uso uma tática antiga para cometer o crime, soltou aquela “Vou ao banheiro e já volto”....rs... imagina, terminou naquilo.

Para finalizar, nunca, nunca mesmo utilize-se dessas filosofias:

"Quem me viu mentiu e quem não viu perdeu!"
Marco Luque

“Apela, mas não zera”
Autor desconhecido.

Não vou negar, já fiz muita dessas em baladas, mas hoje prefiro:

“Melhor zerar do que ficar no negativo”
Autor desconhecido.

Abraços, até a próxima.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Enquanto isso, na formatura do S...



Focus on the Mission

"Olá. Vocês dois vêm sempre aqui?"


domingo, 3 de maio de 2009

Quinta, no Lanterna

Aniversário da Fátima, no Lanterna...


Preciso dizer mais alguma coisa?

Pequeno tratado sobre o Chester

Você tem idéia de como se prepara um Chester?

Se você foi um daqueles criado com a vó em apartamento de carpete, sem dúvida deve fazer idéia de como se cozinha esta ave mitológica - sim, mitológica, afinal, alguém já viu um Chester vivo? Mas este, claramente, não é o nosso caso. O máximo que conseguimos produzir de um fogão é arroz, ovo frito, macarrão e plástico derretido (essa é uma história pra outro momento). Caras como nós são realmente paga-paus dos caras que inventaram comida enlatada, miojo, fast-food e o delivery. São eles os responsáveis pela sobrevivência de milhares de homens largados que fizeram a cagada de sair da casa da mãe quando foram pra faculdade, há trocentos mil anos.

Mas eu já me desviava do assunto. Alguém tem idéia de como se prepara um Chester? Eu não. Certamente, nenhum dos outros caras daqui. Mas alguém poderia dizer, leia as instruções no verso da embalagem, estúpido! Pra começo de conversa, ler instruções é coisa de mulher que acabou de ganhar uma lavadora de roupas. Você conhece algum homem que compra um celular e lê manual de instruções? Já conheceu alguém da raça que comprou um armário e parou pra perguntar se a tábua A se encaixa na tábua B utilizando um encaixe C? Se conhece, pode perguntar a ele quem beijou quem no último episódio de Gossip Girl. Com certeza você obterá uma resposta.

Mas afinal, por que estou perguntando isso? No dia 26 de abril esta humilde residência foi palco de um banquete oferecido pelos anfitriões ao nosso casal de amigos Celso e Talita, que vieram, além de nos fazer uma visita, nos trazer o vídeo de casamento deles. Casamento este que contou com outras histórias de atrocidades, que serão devidamente expostas no momento certo.

A nosso cargo ficou o preparo da anteriormente citada ave mitológica. O ser já estava em nosso freezer havia quatro meses, ocupando metade do espaço - espaço este que poderia ser utilizado com coisas mais úteis, como gelar cerveja, fazer cubos de gelo para whisky, e outros afins. O Celso ganhou o pássaro da empresa onde trabalha, como gratificação de fim de ano. Obviamente, foi incorporado ao parimônio da república, e passou a ser NOSSO pássaro. O preparo foi sendo adiado, já que faltava uma data verdadeiramente especial para assar o bicho.

E a data havia chegado. E três horas antes dos convidados chegarem, resolvemos começar a preparar o almoço. E foi aí que veio a tal da questão:

Alguém tem idéia de como se prepara um Chester?

Sabe os dias de festa, Natal e afins, quando a sua mãe, ou a sua vó, se levanta às 5 da manhã do dia anterior pra preparar o peru, e o tal do bicho fica na geladeira por um ou dois dias, antes de definitivamente entrar no forno? Coisa complicadíssima de se fazer, aparentemente.

Como é que nós, quatro seres completamente quadrados em relação a assuntos de cozinha, que tinham acordado ao meio-dia do domingo, iriam preparar um equivalente desses até as 3 da tarde?

Reunião de cúpula na cozinha. Por onde começamos? Primeiro passo: retirar a ave do freezer. Segundo passo: abrir uma cerveja.

Retiramos a ave. Neste momento nos damos conta que aquilo não é um Chester. É um bloco de gelo, duro e compacto. Nem o alto-forno da Cosipa assa aquilo em três horas. Discutimos mais um pouco sobre o próximo passo, até que chegamos a uma conclusão: naquele ritmo, a quantidade de cerveja não será suficiente até o fim da tarde. Ligamos para o Ulliana, e solicitamos uma remessa de mais latas. Problema principal resolvido. Agora podíamos tentar assar o bicho.

Retiramos o plástico. Recolhemos o líquido cautelosamente. Vai que aquele troço serve pra alguma coisa... A idéia inicial era untar a assadeira, colocar o bloco de gelo, e tascar no forno. Paciência se ficasse pronto às 10 da noite. Pra isso tínhamos um McDonalds de um lado de casa, e um Habib's do outro. Comida não ia faltar. A missão principal era se livrar daquela ave maldita ocupando espaço no freezer. Então até alí já havíamos obtido sucesso.

Foi então que percebemos mais alguns problemas. O primeiro deles, não havia manteiga na casa. Esse foi moleza: uma ligação rápida para o Dieguez (que mora no sexto andar) e tudo resolvido. O outro não seria tão fácil de resolver.

Quem é que come miúdos? Não, sério. Qual é a utilidade daquele troço? Diz a lenda que algumas pessoas melhores fazem farofa com aquilo. Honestamente, pescoço e, sabe-se lá o que mais vem naquele saquinho infernal, não fazem parte do meu cardápio. E farofa, que eu saiba, quem faz é a Yoki. Pra que então, inferno!, existe aquele saquinho plástico dentro do Chester?

Pra economizar espaço para os miúdos, você argumentaria. Pra encher a porra do saco, eu responderia. Aquele troço, quando congelado, tem uma natural tendência a colar na carne do Chester. É por isso que a sua mãe/avó acordava às seis da porra da manhã. Pra descongelar o infeliz. Assim, o saquinho plástico com os miúdos sairia facilmente, com apenas um puxão. Mas aparentemente não é tão fácil assim quando o animal mítico está em formato de picolé. O saco plástico teria que sair antes de o colocarmos pra assar, por bem ou por mal.

Após uns 15 minutos tentando puxar o desgraçado, percebemos que teria que ser por mal mesmo. O Stéfano teve a excelente idéia de colocar o bicho no microondas por alguns minutos. Talvez assim o gelo interno se desfizesse. E assim procedemos. Cinco minutos de potência máxima. Tempo para duas latas de cerveja.

Retiramos o infeliz. Rimos muito quando percebemos que os ossos das asas estavam queimados, e que a carne já estava começando a ficar cozida por fora. Imaginamos a cara daquilo depois de assar. Imaginamos a cara dos convidados vendo aquilo depois de assado. Rimos mais um pouco. Tomamos mais uma cerveja.

Mais dez minutos tentando puxar o saquinho de miúdos. Estava praticamente deflorando o animal, uma cena verdadeiramente bizarra. As pontas dos meus dedos começaram a queimar, tal era a temperatura do gelo nas entranhas do animal. Naquela batalha entre homem e animal morto congelado, a raça humana estava levando no couro.

Mais cinco minutos de microondas. Inútil. Por fora, a ave já mostrava sinais de desgaste devido à luta: a pele saindo, os ossos das asas pretos, o couro levemente dourado. Se alguém que esperasse comer aquilo a visse naquele estado, teria ligado pro delivery à tempos. Cansados, à ponto de desistir, o S tem mais duas excelentes idéias. A primeira, ferver água no microondas e jogar dentro do Chester, forçando o descongelamento. A segunda, abrir outra cerveja.

E assim procedemos: fervemos água num copo, seguramos o animal pelas pernas e, como torturadores medievais da Santa Inquisição, derramamos o líquido quente nas entranhas do bicho. A coisa parece ter tido efeito, e o saquinho começou a sair. Mas não foi o suficiente. Tivemos que repetir a operação por mais duas vezes, até que, enfim, sucesso! O saco plástico com os miúdos saiu. Bom, mais ou menos - há uma teoria que diz que parte dele ficou lá dentro e se incorporou à carne depois de assada.

Depois de congelada, descongelada, congelada novamente, e descongelada à base de sessões de microondas e água fervente, a ave estava pronta para ir para o forno. Com a pele saindo do corpo, cozida internamente, meio dourada por fora e com os ossos das asas queimados, assim ela foi ao forno, com nossos votos de boa sorte aos convidados, e com um tempero caseiro preparado pela mãe do Cleytão jogado por cima, para disfarçar.

Neste meio tempo, os comilões começaram a chegar. Primeiro o casal do dia, Celso e Talita, e logo em seguida, Ulliana e Fátima. Eu e o Luis, prevendo que o resultado do assado seria chocante demais e que até o final da tarde alguma merda havia de acontecer, abrimos uma garrafa de vinho, e ingerimos a danada em alguns goles. Ao menos teríamos a desculpa de estar bêbados quando começássemos a rir da cara de todo mundo quando o frangão saísse do forno.

As meninas começam o preparo do arroz. Os caras continuam a beber cerveja, e a colocar os assuntos em dia, animadamente.

Começa a sessão de vídeo. Honestamente, quem já viu vídeo de casamento sabe que não existe coisa mais monótona. Nem os noivos assistem aquilo. O ponto alto do vídeo foi o Ulliana piscando indiscretamente pro Celso, numa atitude totalmente gay. Quem já conhece o Ulliana sabe que ter tendências gays não é novidade pra ele, mas ele costumava ser mais discreto.

Alguns minutos antes das quatro, chega a hora da verdade: o Chester é retirado do forno. Visualmente, ele se parece com um Chester. Mas a verdadeira pergunta é, ele vai ter gosto de Chester?

Deixamos os convidados se servirem. Nenhum dos quatro que sabiam da história do preparo toca na comida. Com tantas cobaias disponíveis, não seríamos nós os tontos a descobrir primeiro que a ave foi um fracasso total.

E, para nossa supresa, os convidados aprovaram! Fui me servir do meu pedaço e, diabos!, não é que aquele troço estava bom? Praticamente preparado pela vó. Missão completada com sucesso.

Às quatro horas começou o jogo, Corinthians x Santos. Assistimos saboreando o melhor Chester já feito, acompanhado de arroz, farofa e maionese. E cerveja. E vinho. E mais cerveja. E claro, de um bom papo, e da companhia de ótimos amigos.

E assim o dia terminou. Aos poucos, os amigos foram embora de barriga cheia e sorriso no rosto. O Luis deixou o mundo dos vivos mais cedo: o vinho foi demais pra ele. E enquanto o domingo terminava, me dei conta de quantas lições aprendi naquele dia. Um homem nunca será derrotado quando sua fome superar o tempo de espera de descongelamento de um Chester. Cervejas aprimoram a habilidade no preparo de alimentos. Forre com papel alumínio também a parte de baixo da ave, para evitar germes. Vinho dá sono, especialmente depois da segunda garrafa. Nunca pergunte como foi preparado o seu prato. E, principalmente, bons amigos são a melhor coisa que você pode ter na sua vida.

PS: Este texto foi escrito tanto tempo depois para evitar algum processo por tentativa de homicídio por intoxicação alimentar ou envenenamento. Como ninguém morreu ou foi parar no hospital, o negócio é dar risada!